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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Menina de 12 anos cria biblioteca comunitária no sertão baiano


Na cidade de Conceição do Coité, no interior da Bahia, uma menina de só 12 anos construiu uma biblioteca popular, inspirada pelo desejo de espalhar o prazer da leitura.

O que era um antigo posto telefônico se transformou num promissor espaço de leitura na cidade de quase 70 mil habitantes, a 210 quilômetros da capital Salvador.

Para dar vida ao projeto, lançou uma campanha de arrecadação de livros pelo aplicativo WhatsApp. A iniciativa garantiu um acervo que conta com desde de livros didáticos a populares clássicos da literatura brasileira.



Com quase 68 mil habitantes, Conceição do Coité está a 210 km de Salvador

Exemplo de cidadania e consciência social, a jovem teve no apoio do avô, Guiofredo Pereira, presidente da associação de moradores local, o principal incentivo para tornar seu sonho realidade. E com a ajuda da diretora da escola municipal, Simone Nascimento, tem ajudado a transformar a realidade da população local, plantando sabedoria e conhecimento


Via Catraca Livre

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Bebês agora podem ser registrados sem sexo definido na Alemanha

A partir do dia 01 de outubro na Alemanha, pais de recém-nascidos terão uma terceira opção na hora de registrar no cartório o sexo do bebê. Caso não consigam determinar com clareza se é feminino ou masculino, eles poderão optar por deixar esse campo em branco. Com isso, a Alemanha se tornou o primeiro país europeu a permitir que bebês sejam registrados sem sexo definido.

Essa possibilidade foi incluída na reforma da lei alemã do estado civil, que foi aprovada pelo parlamento em janeiro deste ano e entrou em vigor nesta sexta-feira. Até então, os pais eram obrigados a registrar seus filhos e a constatar o sexo deles até uma semana após o nascimento, sob pena de multa.
Hermafroditas — O hermafroditismo, ou intersexo, é uma condição biológica na qual o embrião pode apresentar uma mistura de genitais externos e órgãos sexuais internos de ambos os sexos – ou seja, ao mesmo tempo, ter ovários, útero, vagina, testículos e pênis.
O médico geneticista brasileiro Salmo Raskin, membro do Projeto Genoma Humano, explica que na maioria das vezes o hermafroditismo é causado por alterações genéticas que afetam a formação embriológica, mas outros fatores, como a ingestão de hormônios durante a gravidez, também podem contribuir para o problema.
Lei — Calcula-se que 1 em cada 5 000 alemães tenha características de ambos os sexos. Na América Latina, há um caso de genitália ambígua em 20 000 nascimentos. "Se um bebê não pode ser identificado como pertencente ao gênero masculino ou feminino, não será preenchido o campo correspondente no registro de nascimento", diz o artigo da lei. 
Fontes do Ministério do Interior disseram que o objetivo da lei é "tirar a pressão dos pais" de imediatamente definir o sexo bebê depois do nascimento — o que, em caso de dúvida, pode levar a "decisões precipitadas" e cirurgias.
Em um pronunciamento divulgado em fevereiro de 2012, o Conselho Ético do país considerou que a obrigação de registrar um sexo determinado constituía um "ataque não justificado ao direito à personalidade e à igualdade de direitos".  
Controvérsias — Para Raskin, a lei é bem intencionada e representa um avanço em relação ao assunto. "Durante muito tempo, pais tomaram a decisão sobre o sexo social dos filhos. Em muitos casos, isso causou problemas, porque esses filhos cresciam e descobriam uma percepção sobre seu próprio sexo que era diferente daquela que foi decidida pelos pais."  
A ausência da definição do sexo, porém, pode levar a alguns problemas de ordem psicológica e física. "Se não há a decisão, provavelmente não haverá uma cirurgia para corrigir a genitália ambígua", afirma o geneticista. "Sem essa operação, na adolescência, quando começa a se definir a identidade sexual, a pessoa pode se sentir confusa e ter o seu psicológico afetado."
Do ponto de vista físico, a cirurgia de correção evita problemas de saúde como tumores. "Uma pessoa que tem tecidos masculino e feminino pode desenvolver câncer em qualquer um desses tecidos, então é importante fazer a remoção", diz.
(Com EFE)

beijosss

Mariana Zani

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Belga opta por eutanásia após fracasso de operações para mudança de sexo

Um cidadão belga de 44 anos optou pela eutanásia no domingo depois de passar por várias operações para mudança de sexo - de mulher para homem-, com as quais não ficou satisfeito, informa nesta terça-feira a imprensa belga.
Este fato aconteceu após a reabertura do debate da lei belga sobre a eutanásia, que permite aos médicos aplicá-la a doentes que solicitem e sofram com doenças incuráveis que ocasionam "sofrimentos físicos ou psíquicos constantes e insuportáveis".


Vários meios de comunicação belgas publicaram hoje o caso de Nathan Fleming, um cidadão que nasceu mulher há 44 anos no município de Hamme e que decidiu solicitar o suicídio assistido no domingo passado após três intervenções para mudança de sexo que não cumpriram suas expectativas.

O médico que supervisionou a eutanásia, o doutor Wim Distlemans da universidade bruxelense VUB, afirmou que se tratava "de um caso claro de sofrimento psíquico insuportável", por isso que em sua opinião foram cumpridas as condições legais para aplicar o suicídio assistido, em declarações ao jornal "Het Laatste Nieuws".

Nathan, cujo nome de nascimento era Nancy, era a única menina de de pais que já tinham três meninos, e se considerava "a menina que ninguém queria", segundo disse ao citado meio 24 horas antes de sua morte.

Já com 42 anos, Nancy pôde cumprir "seu verdadeiro sonho" e se submeter a um tratamento hormonal, seguido posteriormente de uma mastectomia e finalmente da implantação de um pênis, embora nenhuma destas operações "tenha cumprido com seus desejos", acrescenta o jornal.

A eutanásia foi descriminalizada na Bélgica desde 2002, e em dezembro de 2012 o Parlamento belga começou a discutir uma possível reforma legislativa para ampliar o suicídio assistido aos menores e às pessoas que sofrem doenças mentais degenerativas, como o mal de Alzheimer.

A lei sobre a eutanásia prevê que um segundo médico deve ser consultado antes da prática de qualquer eutanásia, e inclusive, exige que haja uma terceira opinião para os pacientes que não sofrem de doença terminal.

O número das eutanásias praticadas na Bélgica alcançou um recorde histórico em 2012, com um total de 1.432 casos, 25% a mais que no ano precedente, segundo dados da Comissão Federal de Controle e de Avaliação da Eutanásia.

Além da Bélgica, a eutanásia na Europa está legalizada na Holanda, Luxemburgo e Suíça.

Fonte IG Efe

Mariana Zani

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Cientistas derrubam mito do 'mau-humor de segunda-feira'

Apesar do conhecido ódio às segundas-feiras, uma nova pesquisa diz que terças, quartas e quintas poder ser igualmente entediantes.


Pesquisadores americanos que fizeram uma enquete com 340 mil pessoas descobriram que o humor delas não é pior na segunda-feira do que em qualquer outro dia da semana, exceto nas sextas-feiras.
A pesquisa revelou entrevistados mais felizes no dia que antecede o fim de semana, o que fortalece a ideia de que a sexta-feira traz "um sentimento especial".
Os autores da pesquisa disseram à publicação Journal of Positive Psychology que a ideia de segundas-feiras horríveis deve ser descartada.
"Os mitos culturais podem estar enfatizando demais os padrões de humor de um único dia da semana", afirmou o professor Arthur Stone, da Stony Brook University, em Nova York, que conduziu o estudo.
A equipe de Stone também diz ter descreditado as afirmações de que a segunda-feira da última semana de janeiro, conhecida como "segunda-feira triste" é o dia mais deprimente do ano inteiro.

Os pesquisadores analisaram dados de uma enquete do instituto Gallup feita por entrevistas telefônicas.
Segundo eles, as pessoas dizem se divertirem mais e terem menos preocupações nas sextas-feiras, sábados e domingos, em comparação com outros dias da semana.
E é este contraste entre o humor do domingo e o de segunda-feira que faz com que o primeiro dia útil seja injustamente julgado, de acordo com Stone.
Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Rússia condena banda punk feminina que protestou contra Putin

Três integrantes da banda punk feminina Pussy Riot foram condenadas nesta sexta-feira por terem invadido uma catedral de Moscou para protestar contra o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Maria Alyokhina, 24, Nadezhda Tolokonnikova, 22, e Yekaterina Samutsevich, 29, foram condenadas a dois anos de prisão cada uma por vandalismo motivado por ódio religioso.


De acordo com a juíza Marina Syrova, a ação das integrantes do Pussy Riot "atrapalharam a ordem social". A promotoria havia pedido três anos de prisão.
Em frente ao tribunal em Moscou e em várias cidades do mundo, manifestantes demonstraram apoio ao Pussy Riot. Durante as últimas semanas, artistas como a cantora Madonna e o cantor Paul McCartney também fizeram apelos pela libertação das jovens.
Na capital russa, manifestantes que protestaram em apoio à banda foram presos. Entre eles estava o ex-campeão mundial de xadrez e líder opositor Garry Kasparov. De acordo com testemunhas, outras 23 pessoas também foram detidas.


O Pussy Riot decidiu realizar o protesto na catedral depois que o patriarca ortodoxo russo, Kirill, pediu voto para Putin às vésperas das eleições presidenciais de março, um fato que indignou não somente as integrantes do grupo, mas toda a oposição.
Dentro da catedral, elas fizeram uma espécie de "oração punk" ao cantar "Mãe de Deus, tire Putin do poder", música que se transformou em um grande sucesso no YouTube. 
Durante o julgamento, uma das jovens afirmou que o processo é claramente político e que se tivessem cantado "Mãe de Deus, proteja Putin" não estariam diante dos tribunais.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Empresa distribui 10 mil vibradores de graça em Nova York


Os chamados "carrinhos do prazer", que ficam nos arredores da Times Square e do distrito financeiro nova-iorquino, vão distribuir gratuitamente 5 mil unidades de vibradores dos modelos "Tri-Phoria" e "Pulse", que custam aproximadamente R$ 80 e R$ 60, respectivamente.

Para que ninguém se engane, os dois carrinhos que transportam a carga peculiar foram identificados com as frases "Pegue aqui suas vibrações", "Goze o momento" e "Para trazer prazer às ruas".



A iniciativa gerou uma despesa de R$ 750 mil para a empresa de artigos sexuais, que gastou R$ 21 milhões em publicidade no ano passado, de acordo com informações da companhia de pesquisa de mercado Kantar Media.

Segundo um estudo financiado pela Trojan e publicado no "The Journal of Sexual Medicine", 52,5% das mulheres já faz uso de vibradores. Já os homens somam 44,8%.

Ainda de acordo com o estudo, 40,9% das mulheres e 40,5% dos homens utilizam vibradores na companhia de seus parceiros.

No último ano, as receitas pela venda de artigos sexuais nos principais supermercados e lojas dos Estados Unidos aumentaram 23,2%, chegando a R$ 360 milhões. Os dados são da empresa de consultoria de mercado Symphony IRI Group.

Fonte EFE 

Bejuuuuuu

Mariana Zani

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Depois de chegarem às finais do festival de música pop Eurovision cantando rock, o grupo de oito senhoras ganhou fama. Tudo para reconstruir a igreja do vilarejo onde moram


Oleg Nikishin/The New York Times

Durante anos, Buranovo foi um vilarejo agonizante, um entre muitos no interior da Rússia que foram deixados para trás pelo boom impulsionado pelo petróleo, que levou os jovens a abandonarem as fazendas que sustentaram seus pais e partirem para grandes e sombrias cidades soviéticas.

As Buranovskiye Babushki testam seu novo figurino de palco em Buranovo, na Rússia, depois de virar hit no Eurovision.

Em lugares como Buranovo, é comum as fazendas coletivas falirem, casas de madeira se inclinarem e afundarem no solo, as estradas virarem ravinas enlameadas e as lojas dos vilarejos sobreviverem da venda de vodca. Interromper o ciclo de declínio é considerado difícil, se não impossível.

Porém, Buranovo, com 300 anos de idade, está demonstrando ser uma exceção, pelo motivo mais improvável: um grupo de oito mulheres locais, muitas das quais velhas e encurvadas, conhecidas como Buranovskiye Babushki (as vovós de Buranovo), que abriram caminho para a fama instantânea, em maio, cantando no festival de música pop Eurovision.

As vovós - a mais velha tem 86 anos - ficaram em segundo lugar no concurso anual, que coloca cantores de países europeus uns contra os outros e prende a atenção do continente a cada primavera.

As senhorinhas com vestidos e lenços e tradicionais apresentaram um rock 'n' roll que convidava o mundo a rir, enquanto sorriam graciosas, arrastando os pés pelo palco, cantando em altíssimo e bom som sua versão para um hino festeiro, com direito a refrão em inglês: "Party for everybody – dance! Come on and dance! Come on and dance! Come on and boom boom!'' (Festa para todos – dance! Venha e dance! Venha e dance! Venha e bum, bum!)

Além dos mais de cem milhões de telespectadores que acompanharam o grupo, o vídeo da apresentação virou um sucesso na internet.

A boa sorte das vovós não apenas está transformando suas vidas como também a de Buranovo. Para valorizar a quase vitória da trupe, o governo municipal está construindo um aqueduto, instalando iluminação pública e cascalho nas ruas principais, além de disponibilizar internet de alta velocidade para a única escola da vila.

"Deus se esqueceu deste lugar antes de as vovós cantarem", disse Aleksandr Malkov, diante de sua casa, enquanto observava caminhões-plataforma rodarem rua abaixo com um cano para instalar o sistema de distribuição de água. É difícil exagerar o impacto dessas melhorias.

Como boa parte do interior russo, Buranovo é a um só tempo pitoresca e cenário da penúria rural. Os moradores subsistem do gado leiteiro, hortas e comida coletada na floresta, como mel e cogumelos. Numa visita recente, o vento formava ondas num mar de centeio verde; a parte da frente das casas continha pilhas gigantescas de lenha de bétula.

Veja o vídeo com as Buranovskiye Babushk


Para Olga Tyurikova, vizinha que alimentou as galinhas de uma das vovós durante o concurso Eurovision, o grupo salvou a vila. "Se não fossem as 'babushki', ninguém nem saberia que não havia água em Buranovo", ela disse. A maior parte do vilarejo nunca teve água corrente.

Tudo começou com um milagre, contou Olga N. Tuktareva, a líder do coral, que tem 43 anos e, na verdade, ainda não é vovó.

Tuktareva relembrou de quando caminhava pela vila com uma amiga, em 2008, e lamentou um episódio triste da história local, a destruição da Igreja da Trindade, derrubada como muitas outras igrejas durante o governo de Stalin.

Depois do sucesso, as velhinhas russas mudaram o figurino e repertório, com muito mais rock.

Construída em 1901, ela contava com três altares, dedicados à Santíssima Trindade, ao arcanjo Miguel e ao profeta Elias. Comissários do partido fecharam a igreja em 1937; 12 anos depois, uma equipe em busca de petróleo na parte superior da bacia do rio Volga derrubou a igreja e levou os tijolos para construir alojamentos para os trabalhadores.

Segundo Tuktareva, durante aquela caminhada, seu celular tocou. Era um produtor musical de Moscou que havia ouvido falar das vovós cantoras – elas se apresentavam em escala regional – e tinha uma proposta: se o grupo cantasse a música "We Are the Champions", do Queen, no idioma local, o udmurte, a um público de executivos do petróleo na capital do país, o produtor pagaria bem.

Tuktareva conta ter achado estranho. "Eu mal terminara de falar que era impossível reconstruir a igreja quando meu telefone tocou. Não foi um acaso." Depois disso, o grupo ganhou alguma fama cantando músicas dos Beatles, Deep Purple e Eaglesem em udmurte. As integrantes – todas mulheres muito religiosas que tiveram de esconder a fé durante a era soviética – criaram um fundo para reconstruir a igreja.

As "babushki" disputaram uma competição para representar a Rússia no Eurovision, em 2010, mas como ainda não eram um grupo de rock, não foram escolhidas. Elas concorreram com uma música chamada "Como transformar casca de bétula em chapéu".

Como a canção ficou chocha, elas perceberam a necessidade de serem mais engraçadas e usarem mais o inglês. Elas cantaram "Party for Everybody", música com letra de Tuktareva em udmurte e de Mary Susan Applegate, letrista do Modern Talking e outros grupos de música pop, em inglês.

Enquanto as mulheres estavam em Baku, Azerbaijão, para o concurso Eurovision deste ano, foi construído o alicerce da igreja com o dinheiro já arrecadado pelo crescente fundo das vovós. Quando voltaram, foram escoltadas por um comboio policial do aeroporto regional; o emaranhado de aço e concreto as esperava.

"Nós rezamos e choramos", contou Tuktareva.
Natalia Y. Pugachyova, integrante do grupo batizada na Igreja da Trindade original na década de 1930, trabalhou durante décadas numa granja de criação de porcos antes de ficar famosa. "A vida era daquele jeito", disse.


As componentes não ganharam dinheiro diretamente do Eurovision, nem para o fundo da igreja nem para si mesmas, mas recebem muito bem pelos shows e se pagam um bônus. No vilarejo, a fama está mudando suas vidas. Depois do Eurovision, escolas situadas a vários quilômetros de distância têm enviado turmas de alunos em excursões para visitarem suas casas.

As vovós afirmaram ter mantido a religião em segredo a vida toda, mas nunca esperavam que a igreja fosse reconstruída.

"Eu tinha a visão de que algo mudaria em nossa vila", declarou Alevtina Begisheva, 60 anos, uma das cantoras. "Contudo, nunca imaginei que teríamos nossa igreja de volta dessa forma."

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Estudo conclui que dormir pouco aumenta a fome e diminui a queima de calorias



Um estudo realizado por pesquisadores das universidades de Tubingen e de Lubeck (ambas na Alemanha) e da universidade de Uppsala (na Suécia) analisou a relação entre o ganho de peso e o sono e concluiu que dormir pouco aumenta a fome e diminui a queima de calorias. 

A partir de testes aplicados em alguns participantes, foi constatado que eles sentiam mais fome, quando eram privados do sono.  Isso acontece, porque ao dormir pouco, ocorre um aumento de grelina (“hormônio da fome”) no sangue, o que consequentemente causa a fome. 

Os pesquisadores também concluíram que o tempo de sono está diretamente ligado à quantidade de energia consumida pelo corpo. Ou seja, quanto mais a pessoa dorme, mais calorias o corpo queima. 

A partir dessas análises, o estudo afirma que quem dorme pouco tem tendência a comer mais e, em longo prazo, isso pode culminar no ganho de peso. 

A pesquisa foi será apresentada durante o 20º Encontro Anual da Sociedade de Estudo d o Comportamento Digestivo (SSIB), que ocorre neste mês em Zurique, na Suíça.



As informações são da Época. 


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Canadá é o melhor país para ser mulher



LONDRES, (TrustLaw) - Leis para promover a igualdade de gênero, contra a violência e a exploração, junto com um bom acesso à educação e saúde, fazem do Canadá o melhor lugar para ser mulher entre as maiores economias do mundo, ao passo que o infanticídio, os casamentos infantis e a escravidão fazem da Índia o pior, segundo uma pesquisa global realizada junto a especialistas.

Alemanha, Grã-Bretanha, Austrália e França estão completam o grupo dos cinco melhores países entre os 19 que formam o bloco das 20 maiores economias mundiais (a União Europeia, também parte do grupo, não foi levada em conta para efeitos desse estudo), segundo entrevistas com 370 especialistas em gênero ouvidos pelo TrustLaw, serviço de notícias jurídicas da Fundação Thomson Reuters.

O Brasil, na metade inferior do ranking, ficou em 11o lugar.

Na outra ponta da escala, a Arábia Saudita -onde as mulheres têm boa educação, mas são proibidas de dirigir e só conquistaram o direito ao voto em 2011- ficou em penúltimo lugar, à frente da Índia, mas atrás da Indonésia, África do Sul e México.

"A Índia é incrivelmente pobre, a Arábia Saudita é muito rica. O que os dois países têm em comum é o fato de que a não ser que a mulher tenha algum acesso especial a privilégios, seu futuro será muito diferente, apenas porque ela tem um cromossomo X extra em vez de um cromossomo Y", disse o jornalista Nicholas Kristof, coautor de "Half the Sky: Turning Oppression into Opportunity for Women Worldwide" ("Metade do Céu: transformando opressão em oportunidade para mulheres do mundo todo").

A pesquisa, divulgada a menos de uma semana da cúpula do G20 que acontece nos dias 18 e 19 no México, mostra que a realidade permanece dura para muitas mulheres, apesar das leis e dos tratados sobre os direitos femininos.

"Na Índia, mulheres e meninas continuam sendo vendidas como coisas, são casadas a partir dos 10 anos, queimadas vivas como resultado de disputas por dotes, e garotas jovens são exploradas e abusadas como mão de obra escrava doméstica", disse Gulshun Rehman, assessora de desenvolvimento do programa de saúde da ONG Save the Children do Reino Unido.

"Isso ocorre apesar da revolucionariamente progressista Lei da Violência Doméstica sancionada em 2005, proibindo todas as formas de violência contra mulheres e meninas."

Ranking foi realizado por especialistas em questões de gênero de 63 países

O TrustLaw pediu a profissionais humanitários, acadêmicos, profissionais da saúde, gestores públicos, jornalistas e especialistas em desenvolvimento com experiência em questões de gênero para que classificassem os países do G20 entre os melhores e piores para as mulheres.

Os rankings foram realizados em função de seis categorias: qualidade da saúde, liberdade contra a violência, participação política, oportunidades profissionais, acesso a recursos como educação e direitos de propriedade e liberdade contra o tráfico e a escravidão.

Os entrevistados são provenientes de 63 países nos cinco continentes, incluindo especialistas de agências da ONU, ONGs internacionais e instituições acadêmicas.

O Canadá foi citado como o melhor lugar para ser mulher, por garantir a maior parte do que é necessário para o bem-estar e as liberdades básicas das mulheres.

"Embora ainda tenhamos muito mais a fazer, as mulheres têm acesso à saúde, valorizamos a educação, o que é o primeiro passo para a independência econômica, e temos leis que protegem as meninas e mulheres e não permitem o casamento infantil", disse Farah Mohamed, presidente e executiva-chefe da Cúpula G(irls) 20, uma reunião juvenil que ocorreu em maio no México, antecipando-se à cúpula dos chefes de governo do G20.

Os Estados Unidos ficaram em sexto lugar no ranking, mas polarizaram as opiniões. Os especialistas consideraram positiva a situação do país em termos de direitos civis e leis contra a violência doméstica, acesso à educação, oportunidades profissionais e liberdade de expressão e deslocamento.

Mas há restrições no acesso à contracepção e ao aborto, e as mulheres sofrem desproporcionalmente com a falta de atendimento de saúde a preços acessíveis, segundo alguns entrevistados.

"Muitos dos avanços dos últimos cem anos estão sob ataque e o ataque mais ostensivo e maligno é contra os direitos reprodutivos", disse Marsha Freeman, diretora do Observatório Internacional de Ação dos Direitos Femininos.

Direitos e conquistas femininas sob ataque em vários países preocupa especialistas

A pesquisa surge num momento de turbulência política em várias regiões do mundo, nas quais é mais vital do que nunca proteger as liberdades femininas, segundo os especialistas.

"Épocas de transição política, como aprendemos da forma mais dura, também podem ser épocas de fragilidade, e quando os direitos das mulheres e meninas podem ser revertidos em vez de avançarem", disse Minky Worden, diretora de iniciativas globais da Human Rights Watch.

Os direitos femininos estão particularmente sob ataque no México, país anfitrião da cúpula do G20, que aparece em 15o lugar na pesquisa. O México tem uma arraigada cultura machista, altos índices de violência física e sexual e bolsões de pobreza nos quais os serviços, inclusive de saúde, não são melhores do que em algumas das mais marginalizadas comunidades da África, segundo especialistas.

As mulheres também são vítimas de crimes relacionados às drogas. Cerca de 300 mulheres foram mortas em 2011 na violenta localidade fronteiriça de Ciudad Juarez, com impunidade quase total para os responsáveis, segundo a Anistia EUA.

"A violência afeta homens e mulheres, mas com frequência as mulheres (são atingidas) desproporcionalmente", acrescentou Worden. "O México é um lugar onde a imposição da lei continua sendo um desafio e o governo tem a obrigação de proteger as mulheres, mas frequentemente falha nessa obrigação, como falha em proteger os homens."

Colocar os direitos femininos na pauta global é crucial para o progresso e para um desenvolvimento efetivo, disse Kristof. Países que restringem os direitos e liberdades das mulheres ou que deixam de protegê-las contra injustiças sofrem no longo prazo, tanto social quanto economicamente, acrescentou ele.

Gestores públicos, ativistas e parlamentares vão debater como combater as questões abordadas pela pesquisa numa grande conferência a ser organizada em dezembro pela Fundação Thomson Reuters e pelo International Herald Tribune em Londres (http://trustwomenconf.com).

Embora a pesquisa se baseie em percepções e não em estatísticas, dados da ONU corroboram as visões dos especialistas sobre os piores lugares para ser mulher.

O Índice de Igualdade de Gênero (IIG), que examina a saúde reprodutiva, o mercado de trabalho e o empoderamento feminino através da educação e da política, cita os mesmos três países como sendo os piores lugares para as mulheres, embora a Arábia Saudita seja nesse índice considerada pior que a Índia.

O IIG, porém, não inclui a violência por questão de gênero e ignora outras dimensões importantes, como o uso do tempo - o fato de muitas mulheres terem obrigações adicionais de cuidados com a família e manutenção do lar.

Quando se trata do melhor lugar para ser mulher, a percepção dos especialistas não acompanha os dados da ONU. O IIG aponta Alemanha, França e Coreia do Sul como os três melhores países, nessa ordem. O Canadá aparece em sétimo, e os EUA, em décimo lugar.

Os ativistas, porém, não se surpreenderam com a boa imagem do Canadá. "Tendo uma compreensão da cultura canadense e monitorando o trabalho que eles têm feito em relação à violência contra mulheres e igualdade de gênero, acredito que o Canadá realmente venha emergindo como um modelo para o que a maioria dos países deveria aspirar durante muito tempo", disse o jornalista e ativista Jimmie Briggs, fundador da Campanha Man Up, que trabalha para mobilizar os jovens a fim de impedirem a violência contra mulheres e meninas.

Confira o ranking abaixo:

Os melhores e piores países para ser mulher no G20

1. Canadá

2. Alemanha

3. Grã-Bretanha

4. Austrália

5. França

6. Estados Unidos

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Boa semana!!

Olááá Mulheres no Comando Sempre!! Antes que começarmos as postagens desta semana...preciso desejar Uma Boa semana para todas!!!!


Uma semana repleta de tarefas realizadas, metas batidas, desejos realizados e risadas!!




Bejokaaa

Mariana Zani

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Saiba mais sobre a Pílula do Dia Seguinte



Mulherada importante!!! 

A pílula do dia seguinte é uma alta dose de hormônio usada em casos emergenciais para evitar a gravidez. A mulher que não quer engravidar, mas gostaria de se tornar mãe no futuro, pode usá-la sem medo, já que sua ingestão não provoca problemas de fertilidade. 


A alta dose de progesterona (hormônio feminino responsável pela preparação do útero para a fecundação) encontrada na pílula do dia seguinte impede que tanto a fecundação quanto a implantação do ovo aconteçam. No primeiro caso, a pílula faz com que a mulher não ovule ou, no caso da ovulação já ter acontecido, torna o ambiente hostil para o espermatozoide. No caso da fecundação já ter se dado, a progesterona provoca uma alteração na área interna do útero, o endométrio, evitando que o ovo se fixe. Mas, se o ovo já estiver implantado, a pílula não terá qualquer efeito. 

Por esse motivo, o uso da pílula pode ser feito nos três dias seguintes à relação sexual. "Mas o ideal é tomar logo após o ato. Quanto mais precocemente, menores as chances de fecundar", lembra Luiz Fernando Leite, obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana, de São Paulo (SP). Nas primeiras 24 horas, a eficiência é de 95%. No segundo dia, de 85%, enquanto no terceiro, cai para 70%. 

A ação do hormônio não afeta a fertilidade da mulher a longo prazo. Os efeitos colaterais da progesterona em altas doses são dores de cabeça, dores na mama e, mais raramente, diarreia. Além disso, há o desregulamento do ciclo menstrual, com a antecipação ou atraso do fluxo. "A tendência é que a bagunça hormonal aconteça apenas na primeira vez que a mulher menstrua. Depois, se ela não fizer de novo esse uso, a tendência é de o ovário e a hipófise entrarem em equilíbrio e ela voltar a ter um ciclo normal", explica o obstetra. 



Uso médico
Esse desequilíbrio hormonal é um dos principais motivos para os médicos recomendarem o uso da pílula do dia seguinte, chamada pelos médicos de pílula emergencial, apenas para casos específicos, como em relação sexual sem o uso de outro método anticoncepcional ou rompimento da camisinha. "Se a mulher usa com frequência, ela deve adotar outro método, como a injeção uma vez por mês, a pílula diária ou dispositivos intrauterinos", afirma Luiz Fernando. 

Pílulas diárias e injeções
As principais diferenças da pílula do dia seguinte para as injeções mensais ou trimestrais e para as pílulas contraceptivas diárias estão em sua ação e dose. Ao contrário das últimas, a pílula emergencial não bloqueia a hipófise, o que impede a produção de hormônio pelo ovário. Além disso, sua dose de hormônio é muito mais alta do que a das pílulas diárias e das injeções mensais, que têm liberação contínua

Fonte Terra

Besos! Mariana Zani

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Os homens são mais casuais em seus relacionamentos sociais, enquanto as mulheres conhecem quais são seus objetivos sociais e vão atrás deles


Mulheres em idade reprodutiva passam muito mais tempo se comunicando com o sexo oposto do que os homens, mas esse comportamento vai mudando à medida que envelhecem e, a partir de 50 anos, seus contatos favoritos no celular são mulheres mais jovens, possivelmente suas filhas. segundo revelou um estudo publicado nesta quinta-feira, baseado no rastreamento de 1,95 bilhões de telefonemas e mensagens de SMS.
As descobertas sustentam teorias que enfatizam a importância dos vínculos entre mães e filhas na organização das sociedades humanas. A pesquisa, feita em conjunto por cientistas de Grã-Bretanha, Finlândia, Estados Unidos e Hungria, rastreou a origem e o destino de telefonemas celulares e mensagens de texto entre 3,2 milhões de pessoas durante sete meses.
Segundo o estudo, publicado no periódico Scientific Reports, as estratégias sociais de homens e mulheres mudam com o tempo e existem indicações de que "a estrutura íntima das redes sociais humanas é muito mais impulsionada pelos interesses femininos do que pelos masculinos", explicou Robin Dunbar, do Instituto de Antropologia Cognitiva e Evolutiva da Universidade de Oxford.
"Os homens são mais casuais em seus relacionamentos sociais, enquanto as mulheres conhecem quais são seus objetivos sociais e vão atrás deles", acrescentou.
Os autores do estudo assumiram que as comunicações via celular representam a maioria das relações significativas das pessoas e que a frequência e a força dessas comunicações é um sinal importante de intimidade.

As principais conclusões do estudo:

1. As mulheres quando estão em idade reprodutiva investem mais do que os homens em relações com o gênero oposto: a maioria das ligações das assinantes era para um ou mais homens. Os homens, embora também mostrem uma preferência pelo sexo oposto nessa fase, se comunicam com menos frequência do que as mulheres.

2. À medida que envelhecem, no entanto, o padrão de comunicação das mulheres vai mudando lentamente e a maioria das ligações delas passa a ser para outra mulher mais jovem, que os autores assumiram, com base na diferença de idade, tratar-se de suas filhas e, mais tarde, de seus netos;
3. As mulheres, em geral, não têm um 'melhor amigo' e suas ligações são distribuídas igualmente entre três principais contatos. Os homens, ao contrário, fixam na 'pole position' suas esposas ou parceiras, no segundo e no terceiro lugar mantêm um mesmo padrão, dividido entre homens e mulheres, sem grandes discriminações, nem de gênero nem de idade;
O co-autor do estudo, Kimmo Kaski, da Universidade Aalto, na Finlândia, afirmou à AFP que talvez os resultados fossem "algo óbvios", mas ressaltou que esta é a pimeira evidência extraída de dados reais.
Ao realizar o estudo, os cientistas sabiam apenas a idade e o gênero dos indivíduos, a duração de seus telefonemas e o número de mensagens enviadas, além dos códigos postais.
As informações foram fornecidas por uma companhia telefônica de um país europeu não identificada e as identidades das pessoas e outros dados pessoais foram preservados.
Fonte IG

terça-feira, 17 de abril de 2012

Mulher grávida pode pintar o cabelo?

A atriz hollywoodiana Drew Barrymore resolveu dar um tapa no lookl tingindo os cabelos de loiro, em pleno início de gestação, e o fato está dando o que falar, já que o uso de tinturas é um procedimento muito delicado durante esse período. 


A preocupação gira em torno do uso de produtos químicos à base de substâncias como a amônia, que podem causar reações alérgicas e possivelmente afetar a formação do bebê. Portanto, é necessário ficar atenta aos riscos. 

A estrela do reality show Kourtney Kardashian também não abriu mão da vaidade nos fios durante a gestação. Mas após as críticas, deixou claro em seu blog que tomou todos os cuidados. “Pesquisei sobre os riscos da coloração, segui todas as orientações do meu médico e tomei as precauções necessárias”, disse a socialite, que optou por luzes no cabelo, por ser considerado um procedimento mais seguro para o período. “Não pintei a raiz, então nada jamais tocou meu couro cabeludo. Eu também usei produtos que não contém amônia”, escreveu.






A gravidez de Drew já foi confirmada em vários tablóides, desde fevereiro. No entanto, a atriz ainda não falou sobre o assunto à mídia, embora tenha desfilado por aí com uma barriguinha à mostra. 

As informações são da US Weekly Magazine. 


E você o que acha? Vale a pena arriscar em nome da vaidade?

Beijos!

Mariana Zani

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Fotógrafa cega registra em blog uma imagem por dia

Força, determinação e uma boa ideia!!!
A fotógrafa americana Amy Hildebrand nasceu cega por causa do albinismo. Na infância e na adolescência, ela passou por tratamentos médicos e passou a enxergar algumas cores, formas e sombras. Apesar das limitações de sua visão, Amy optou por se graduar em fotografia.
Em 2009, a fotógrafa iniciou um projeto de publicar mil fotos em mil dias no blog With Little Sound. A cada 30 dias, ela escreve um pequeno texto no site.
"Eu quero me refletir como uma só pessoa; alguém que vai crescer, ter filhos, envelhecer e morrer. Nem todos os meus dias serão bons, nem todas as minhas fotos serão boas, mas elas irão me refletir", Amy escreveu em um dos textos do blog.
"Para mim, o período mais difícil de fotografar foi quando meu padastro foi diagnosticado com câncer terminal. Mas, depois de sua morte, tentei ser o mais positiva possível", disse à BBC Brasil.
O trabalho da Amy é incrível! Encontrei o perfil dela no facebook, se você curtir vale a pena assinar!


Mariana Zani

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Mulheres são mais multitarefas

NOVA YORK (Reuters) - Os homens podem estar ajudando mais em casa, mas as mulheres que trabalham fora ainda são mais multitarefas nas famílias norte-americanas que seus parceiros, e isso as está estressando, mostrou um novo estudo.
Seja nos trabalhos domésticos, cozinhando ou cuidando das crianças, elas realizam cerca de 10 horas a mais de tarefas ao mesmo tempo em casa a cada semana do que eles - 48,3 horas contra 38,9 horas - o que, segundo os pesquisadores, constitui uma importante fonte de desigualdade entre gêneros.

"Quando você olha para homens e mulheres em situações similares de trabalho, eles são muito parecidos," comentou Barbara Schneider, professora de sociologia da Universidade do Estado do Michigan e coautora do estudo, em entrevista.
"Mas quando chegam em casa, fica muito claro que as mulheres estão abraçando muito mais das responsabilidades com a casa e as crianças."
Schneider e Shira Offer, professora-assistente da Universidade Bar-Ilan, em Israel, usaram dados do Estudo de 500 Famílias, que avaliou como as famílias em oito comunidades urbanas e suburbanas dos Estados Unidos equilibram trabalho e vida familiar.
A pesquisa, publicada na American Sociological Review, baseia-se nas respostas de um universo de 368 mães e 241 pais em famílias com duas fontes de renda, que refletem o segmento da população mais pressionado pela falta de tempo.
"(A descoberta) sugere que as mães que trabalham fora estão fazendo duas atividades de uma só vez em mais de dois quintos do tempo em que estão acordadas, enquanto os pais estão fazendo multitarefas em mais de um terço de suas horas acordados," disse Schneider.


O estudo mostrou que 52,7 por cento de todas as multitarefas para as mães trabalhadoras envolvem tarefas de casa, comparado a 42,2 por cento para os pais, e 35,5 por cento cuidando das crianças, ante 27,9 por cento para os homens.Além de fazerem mais, as tarefas que as mulheres realizam ao mesmo tempo em casa são mais trabalhosas. Com elas ficam boa parte do cuidado com a casa e com as crianças.

"Os pais, em contraste, costumam se envolver em outros tipos de atividade quando fazem multitarefas em casa, tais como falar com terceiros ou cuidar de si. Essas são experiências que pesam menos," explicou Schneider.
As pesquisadoras disseram que o estudo mostrou que as multitarefas são mais estressantes para as mulheres. Apenas elas relataram emoções negativas quando fazem muitas coisas ao mesmo tempo em casa ou em fora de casa, enquanto os homens consideram essa uma experiência positiva.
"Não devemos fazer suposições falsas de que as coisas mudaram drasticamente," afirmou Schneider ao ser questionada sobre o papel da mulher em casa ou no trabalho. "Eu acredito que ainda há muitas questões, tanto no trabalho e certamente em casa, que sugerem que existem e continuarão existindo desigualdades de sexo."