segunda-feira, 5 de julho de 2010

MULHERES NO COMANDO ENTREVISTA: ELAINE LINA


Ela é empresária de uma agência de Comunicação em ascensão (Thot Comunicação), Presidente do Conrerp 2ª Região. Possui graduação em Comunicação Social - Relações Públicas - Faculdades Integradas Rio Branco e pós graduação (lato sensu) em Gestão Estratégica da Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela ECA-USP é professora especialista nas Faculdades Atibaia (FAAT), mãe de dois filhos, esposa...uma super mulher! Como ela consegue ?!

Entrevista Elaine Lina.

MNCS: Lina como é a sua rotina diária? Da tempo para fazer tudo?!

Olha... Confesso que não penso muito no tempo, se não, não saio da cama. O negócio é que levanto de manhã e enquanto tenho energia tento fazer o meu melhor – e o principal é que gosto de tudo o que faço. Claro que os problemas também pintam e nessas horas dá aquela desanimadinha básica, vontade descobrir um talento artístico e viver o resto da vida num ateliê nas montanhas. Mas quando o desafio é superado o peito se enche de energia novamente e a sensação é tão boa que a vontade é só de continuar em frente. Dizem que meu defeito é não saber dizer não para novos projetos, não recusar trabalho. Mas fazer o quê se nasci assim? Coisa sem graça deve ser ficar em casa olhando pro relógio esperando a hora da sessão da tarde começar...

MNCS: Como é “ser” tantas mulheres (mãe, profissional, mulher, professora, empresária)?

Olha, sinceramente isso não é planejado, e confesso que só quando me perguntam é que penso nisso. É que todas essas mulheres convivem ao mesmo tempo, co-atuam, se misturam... Eu mesma não sei onde começa uma e termina outra. Com meu marido, por exemplo: em alguns momentos sou cliente dele, em outros ele é que é meu cliente e ao mesmo tempo estamos tratando as coisas de casa, dos filhos... E ainda temos que achar um tempo pra ir ao cinema ou tomar um chopinho só nós dois. É louco, mas é muito bom também.

MNCS: Como você tem uma rotina corrida, o que não pode faltar na sua bolsa?

Dois celulares (sendo um smatphone, pra ver os emails e twittar)! rss Sério... Se não tiver como falar com as pessoas o tempo todo e a qualquer hora parece que está faltando alguma coisa... Que alguma coisa não está certa, como naqueles sonhos em que você nunca consegue terminar o que precisa ou nunca chega onde está indo. Comunicação é algo que está no sangue, não tem jeito. Posso esquecer a carteira, mas celular não.

MNCS: Quando você era criança, pensava em ser o que quando crescesse?

Puxa... já pensei várias coisas: a primeira foi ser a Mulher Maravilha – adorava aquela rodadinha dela mudando de figurino e depois ficando invisível – deve ser bom, né? Depois passei a querer ser “aeromoça” (ainda com a cabeça nas nuvens, rs). Por fim queria ser professora, adorava brincar de escolinha – essa pelo menos consegui realizar.

MNCS: Na sua carreira profissional, sentiu-se alguma vez descriminada ou menos privilegiada por ser mulher e ocupar posições importantes?

Acho que não. Na profissão que escolhi (RP), apesar de isso já ter mudado muito, a maioria ainda é de mulheres. Acho que nossa criatividade e flexibilidade – quesitos tão importantes para se trabalhar com comunicação empresarial – nos dão essa vantagem.

MNCS:  Você é uma mulher jovem, que conquistou muitas coisas, ainda tem mais?!

Olha, você me animou agora! Ultimamente confesso estar sofrendo justamente com uma impressão contrária – que já estou passando da idade de conquistar as coisas a que me propus, como que começando já uma corrida contra o tempo. Adorei sua percepção, rsss

MNCS: Como você se mantém informada?!

Bem, ligo o rádio no noticiário assim que acordo – tomo banho ouvindo rádio e me arrumo assistindo a jornais na TV. Depois, enquanto tomo um café ligeiro dou uma lida no jornal e quando chego no escritório dou uma navegada pelas notícias pela internet (também com o rádio ligado). E durante o dia, enquanto trabalho, fico de olho no twitter e nas notícias rápidas da internet. Se estou no trânsito, rádio ligado. Mas acho que o que não pode faltar é a troca de ideias com outras pessoas – elas sempre terão novidades e opiniões diferentes que vão contribuir. Até porque não dá pra ler e ouvir tudo sozinho. E a melhor parte da notícia é a troca de opiniões.

MNCS: O que você acha que é preciso para uma mulher destacar-se em sua profissão e superar qualquer barreira?

Vontade, tesão no que faz. E, claro, capacitação técnica e aperfeiçoamento constante, porque ninguém nasce pronto.

MNCS: Qual foi o ponto alto na sua carreira até agora?

A consagração do Prêmio Opinião Pública – maior premiação nacional para projetos de relações públicas. Contribuir para o resgate e crescimento exponencial que este prêmio atingiu num momento de crise no ano passado foi para mim uma conquista pessoal enorme. Foi muito bom participar disso e o reconhecimento de amigos e profissionais que eu admiro para este trabalho foi mais que uma premiação para mim também. Para entender um pouquinho do que estou falando segue um vídeo:


MNCS: Para terminar, com tantas coisas para fazer, quando sobra um tempo livre…

Praia no calor, cinema no frio, dançar em qualquer temperatura e curtir os amigos até debaixo d’água!!!