Mostrando postagens com marcador feminismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador feminismo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Mulheres Superpoderosas

Um acontecimento recente que chocou o mundo foi a manifestação na cidade de Charlottesville, nos EUA, que uniu pessoas da extrema-direita, grupos neonazistas e defensores da supremacia branca. O ato culminou em pessoas mortas e vários feridos. Uma cena de horror. Um absurdo dos mais absurdos.
Com a notícia em voga, páginas do Facebook como Quebrando o Tabu e Red & Black Anarchists publicaram fotos de mulheres supercorajosas em manifestações, sempre na linha de frente e enfrentando cara a cara quem for, esteja armado ou não. Todas defendendo seus direitos e colocando no devido lugar pessoas opressoras, preconceituosas, machistas, homofóbicas, racistas e que pregam o ódio no mundo.
As imagens, lindíssimas por sinal, não são recentes, têm de várias épocas e de protestos distintos. Mas, o que importa é a mensagem que elas passam, de que o sexo feminino é o mais forte e o mais valente. Experimente tirar um filho de uma mãe para ver o que acontece. Não queira! É o mesmo quando seus direitos são ameaçados. Fonte site Virgula 






sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Aplicativo de táxi exclusivo para mulheres é lançado em São Paulo


Lançado na semana passada, o FemiTaxi nasce com a proposta de oferecer exclusivamente para mulheres uma frota de táxi formada apenas por motoristas do sexo feminino.

Disponível somente na capital paulista, o serviço funciona por meio de aplicativo para iOS e Android e conta somente com mulheres taxistas, sem motoristas particulares. Com apoio do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores nas Empresas de Táxi no Estado de São Paulo (Simtetaxis-SP), as operações se iniciaram com 100 profissionais cadastradas.

Além das denúncias de assédio e violência contra usuárias, o FemiTaxi informa que seu lançamento se baseou em demandas apontadas por pesquisas, como a realizada em setembro deste ano pela 99, que também tem uma opção para motoristas do sexo feminino. O estudo da empresa constatou que 56,5% das usuárias do serviço gostariam de ter a opção de serem conduzidas por taxistas mulheres, enquanto 23% achavam importante que o motorista não tivesse acesso aos dados dos passageiros e 20,8% preferiam compartilhar o trajeto com um amigo. O levantamento foi feito por email com 1,8 milhão de usuários da plataforma.

“Queremos proporcionar à clientela uma maior cumplicidade com o serviço, dando a possibilidade de as usuárias se sentirem à vontade, por exemplo, para se maquiar e até mesmo conversar com a motorista sobre temas ligados ao universo feminino”, afirma em comunicado Charles-Henry Calfat Salem, idealizador e CEO do FemiTaxi. Para atrair as profissionais, ele informa que o serviço está oferecendo taxas mais competitivas em relação à concorrência, além de não cobrar mensalidade.

Os esforços para criar um ambiente mais seguro para as mulheres nesse meio de transporte repercute em todo o País. Com tal objetivo, a Câmara Municipal de Porto Alegre incluiu no final de outubro a obrigatoriedade de pelo menos 20% de mulheres no quadro de motoristas de aplicativos de transporte da cidade, como o Uber. Há diversos relatos de mulheres sobre motoristas que pediram para que se sentassem no banco dianteiro, além de fazerem perguntas pessoais e incômodas e praticarem variadas formas de assédio. Uma reportagem de novembro da Folha de S. Paulo apontou a estratégia de mulheres para mandar fotos com dados do motorista para grupos de amigas em redes sociais, bem como ligar para os pais durante as viagens. 

De acordo com a assessoria do FemiTaxi, as usuárias poderão avaliar o serviço após a corrida, com as notas de 1 a 5 estrelas. Após 10 corridas, as taxistas que obtiverem uma média abaixo de 3,8 serão descadastradas do app, e as profissionais que tiverem entre 3,8 e 4,1 passarão por um treinamento de capacitação, com o objetivo de melhorar o atendimento.

Para incentivar as clientes no início das operações, estão sendo distribuídos cupons promocionais no valor de R$ 15, além do envio de créditos em dinheiro para quem compartilhar convites de uso com as amigas por meio das redes sociais.

A projeção do CEO do FemiTaxi é de que mais de 300 motoristas se cadastrem no serviço até o final do ano. De acordo com comunicado, dados da Prefeitura de São Paulo mostram que há atualmente cerca de 8.100 mulheres taxistas na capital.

Ainda de acordo com Calfat Salemi, após a consolidação em São Paulo, a expectativa é de que a operação do aplicativo seja estendida para capitais como Rio de Janeiro e Belo Horizonte, ainda no 1º trimestre de 2017.


Via Meio e Mensagem

terça-feira, 15 de novembro de 2016

24º Mix Brasil explora a diversidade com cinema e shows

Entre os dias 9 e 20 de novembro, São Paulo recebe a 24ª edição do Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade, que realiza shows, teatro e sessões de cinema em prol das causas LGBTQ.
O Centro Cultural São Paulo é o local que recebe a maior parte da programação, como filmes e apresentações musicais com entradaCatraca Livre. Também integram a lista de salas de cinema espaços como o Cine Itaú da Augusta, o CineSesc e todo o circuito SPCine (confira todos os preços abaixo).
São exibidos 114 filmes de 26 países nas telonas. O homenageado neste ano é João Pedro Rodrigues, um dos maiores cineastas do cinema português, que tem presença confirmada no evento. Seu último filme, “O Ornitólogo”, inédito em São Paulo, abre o Mix Brasil no dia 9 de novembro em uma sessão especial no Auditório Ibirapuera.
A ala musical não fica pra trás, não! Estão previstos shows de Jaloo, diretamente do Pará com seu tecnobrega dançante, e da banda As Bahias e a Cozinha Mineira, que apresentam repertório de seu primeiro disco, "Mulher", lançado no final de 2015.
---
CCSP – entrada Catraca Livre
Spcine Olido e Circuito CEUs - entrada Catraca Livre 
Espaço Itaú de cinema Augusta - segunda-feira R$ 26 (inteira) e R$ 13 (meia); terça R$ 22 (inteira) e R$ 11 (meia); quarta R$ 24 (inteira) e R$ 12 (meia); quinta a domingo e feriados R$ 33 (inteira) e R$ 16,50 (meia)
CineSesc - R$ 12 (inteira), R$ 6 (meia) e R$ 3,50 (comerciários)

terça-feira, 25 de outubro de 2016

“Jessica Jones” só terá diretoras na nova temporada

Todos os 13 episódios da segunda temporada de Marvel’s Jessica Jones serão dirigidos por mulheres.

O anúncio foi feito pela showrunner Melissa Rosenberg durante o evento Transform Hollywood, realizado na sexta-feira (21). A primeira temporada contou com três diretoras – S. J. Clarkson, Rosemary Rodriguez e Uta Briesewitz – e seis diretores.

Produzida pela Netflix, Jessica Jones é estrelada por Krysten Ritter e conta a história de uma ex-heroína que trabalha como detetive, solucionando casos em Nova York. A segunda temporada ainda não tem previsão de estréia.


Mostra de Cinema de SP exibe três filmes da diretora americana Bette Gordon

Importante nome do cinema independente, a diretora americana Bette Gordon ganhou uma miniretrospectiva na edição deste ano da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. O festival, que fica em cartaz até 2 de novembro, exibirá três filmes da cineasta, que também fará parte do júri.




Nascida em 1950, Gordon começou a carreira nos anos 1970 e é conhecida por explorar temas como sexualidade, violência e poder. Sua obra faz parte da coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), do Centro George Pompidou, em Paris, e do Instituto Britânico de Cinema, em Londres, entre outras instituições. A diretora também é professora na Escola de Artes da Universidade de Columbia.

Seu filme mais conhecido é Variety (1984), que inovou ao falar sobre sexualidade e voyeurismo sob o ponto de vista da mulher. O longa conta a história de Christine (Sandy McLeod), funcionária da bilheteria de um cinema pornô que desenvolve uma obsessão por um dos frequentadores e começa a segui-lo.

A Mostra também exibe Handsome Harry (2009), sobre um ex-fuzileiro naval encarregado de realizar o último desejo de um antigo colega que está prestes a morrer; e O Afogamento (2016), trabalho mais recente de Gordon, no qual um psicólogo infantil reencontra um homem que ajudou a condenar por assassinato 12 anos antes.

Veja os horários e locais de exibição:

Variety

26/10, 17h15, no Museu da Imagem e do Som
27/10, 19h, no Cinusp – Auditório
28/10, 17h, na Cinemateca – Sala BNDES
31/10, 18h40, no Cinesesc

Handsome Harry
26/10, às 16h, no Cinusp – Auditório
31/10, às 20h30, no Cinesesc
01/11, às 18h, no Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 2

O Afogamento
26/10, 19h, Cinusp – Auditório – ECA – USP
27/10, 19h20, Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 1
28/10, 20h, no Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca 2
29/10, 15h30, no Cinesala
31/10, 22h15, no Cinesesc


por Luísa Pécora - 25 de outubro de 2016
Mulher no Cinema

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Mulheres no Cinema: Produção de Curta-Metragem “Road Movie”



Inscrições abertas! GRATUITO 

No Sesc unidade Rio Preto 


As etapas de produção de um filme apresentadas ao público feminino. 


Nesta oficina, voltada para mulheres e para quem se identifica com o gênero feminino, as participantes conhecerão as etapas de produção de um filme como desenvolvimento da ideia, roteiro, fases da pré-produção, mercado e a posição da mulher na área audiovisual para abordar suas experiências e impressões com a cidade em que vivem. O objetivo final é a produção de um curta-metragem road movie, ou filme de estrada,  escrito, dirigido e interpretado pelas participantes de maneira coletiva.

Com Mariana Zani
Cineasta, formada em RTV e Pós- Graduada em Comunicação é fundadora junto com Joel Caetano da RZP Filmes onde atua como Produtora Executiva e Comercial além de trabalhar no desenvolvimento criativo de Roteiros e Novas Mídias há 15 anos.

Local
Sala Uso Múltiplo

Classificação
16 anos

Inscrições: Inscrições pelo email: inscricao@riopreto.sescsp.org.br; ou na Central de Atendimento (no local)


Endereço: Av. Francisco das Chagas Oliveira, 1333 - Chacara Mun., São José do Rio Preto - SP, 15090-190
Telefone: (17) 3216-9300
Foto: divulgação

A Oficina faz parte das atividades que estão programadas para o Festival de Turismo Mulheres no Mapa no Sesc Rio Preto de 21 de outubro a 06 de novembro.

Com roteiros, bate-papos, oficinas, exibição de filmes e documentários, entre outras atividades, que pretendem jogar luz sobre o protagonismo feminino na atividade turística. Um convite para refletirmos sobre as possibilidades de empoderamento feminino propiciadas pelo turismo, as experiências vivenciadas, os desafios e dificuldades da participação das mulheres nesses contextos.

Confira AQUI toda a programação e participe!


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Transenem: o cursinho de BH que está colocando trans e travestis na universidade


Preparatório na capital mineira combate transfobia e machismo em aula, consegue aprovações já no primeiro ano e reforça autoestima de estudantes.


Alunas da turma de 2016 do Transenem, em Belo Horizonte, cursinho preparatório para o Enem em BH voltado para pessoas trans e travestis

Com 35 anos, Raul Capistrano já tinha deixado de frequentar qualquer lugar onde seu nome de registro fosse mencionado - até que se tornou aluno de Filosofia na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Nathan Neubaner, de 20 anos, terminou o ensino médio em 2013, mas decidiu esperar a transição de gênero antes de prestar o exame para Engenharia.

Após trabalhar como cabeleireira por 32 anos, Kéia Brandão decidiu, aos 51 anos, estudar Química na universidade.

A história dos três tem um ponto em comum: para alcançar seus sonhos, fizeram - ou estão fazendo - aulas no Transenem, cursinho preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em Belo Horizonte voltado para pessoas trans e travestis.

O projeto surgiu em agosto de 2015, com aulas apenas aos sábados, por iniciativa de Ana Isabel Lemos, assistente social, e de Adriana Valle, advogada trabalhista.Bruno Figueiredo/Área de Serviço
Projeto funciona em sala de escola estadual cedida pelo governo; equipe conta com 12 professores e mais de 30 monitores, todos voluntários

Logo na primeira tentativa, menos de três meses depois, o grupo conseguiu três aprovações entre 12 alunos. Hoje, Raul estuda Filosofia na UFMG, Nathan frequenta Engenharia Ambiental no Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica) de Minas e Sofia cursa Biblioteconomia na UFMG.

Em 2016, o projeto ampliou as atividades: as aulas passaram a acontecer todos os dias à noite em uma sala cedida pela Secretaria de Estado da Educação. A equipe conta com 12 professores e mais de 30 monitores, todos voluntários.
Abrindo portas

A iniciativa visa a abrir portas para indivíduos cujas dificuldades ultrapassam as fronteiras da sala de aula.

Depois de concluir o ensino médio, Nathan começou a pesquisar o que poderia fazer para se sentir melhor com sua identidade. Trabalhou para bancar consultas médicas e medicamentos, já que a família não aceitava sua identificação com o gênero masculino e não apoiava a ideia da transição.

Ele conta que fez a transição de uma só vez, por não querer ser visto como uma mulher homossexual. "Não tenho problema com a identidade trans, mas eu não iria assumir uma identidade lésbica, que não era a minha", diz.Bruno Figueiredo/Área de Serviço
Aprovado em Engenharia Ambiental após cursar o Transenem, Nathan antes estudava por conta própria para evitar piadas transfóbicas e machistas em sala de aula

Quando sua aparência começou a mudar com os hormônios, Nathan viu suas chances dentro da empresa - uma concessionária de veículos - acabarem. "Eu tinha medo de perder o emprego, e perdi", relembra.

Quando finalmente se sentiu confortável para voltar a estudar, inscreveu-se em um cursinho intensivo tradicional. A experiência reforçou as dificuldades que sentia em casa e na rua.

Em pouco tempo, passou a frequentar apenas a sala de redação e estudar por conta própria, para evitar piadas transfóbicas e machistas em sala de aula.

Em certa ocasião, conta ele, professores do cursinho disseram aos alunos que um colega docente estava se relacionando com um "traveco". Nathan ficou bastante incomodado.

"Eles falavam de forma vulgar e desrespeitosa. De uma hora para outra, isso se tornou corrente entre os professores e os alunos também começaram a reproduzir as falas."

Com Raul, a pressão no ambiente escolar começou mais cedo. Antes de passar pela transição, ainda na adolescência, desistiu da escola por não querer mais suportar as pressões típicas do período.

O diploma do ensino fundamental foi suficiente para conseguir um bom trabalho coordenando a área de Tecnologia da Informação em uma empresa de projetos industriais, onde ficou por 12 anos.
Bruno Figueiredo/Área de Serviço
Raul Capistrano é outro ex-aluno do Transenem aprovado no exame: 'O tema da redação era violência contra a mulher. Se não fosse bem naquele tema, em qual tema iria?'

Por muito tempo, a empresa foi um dos únicos lugares onde ele se sentia confortável. "Eu era lido como uma lésbica masculinizada, até que começaram a me pressionar a vestir roupas mais femininas para apresentar projetos fora da sede. Pesquisei por que não me sentia bem naquela situação e descobri a transsexualidade", comenta.

Pouco após entender que poderia fazer a transição, Raul iniciou as aplicações de hormônio. O processo não é instantâneo - e nesse intervalo várias pessoas se afastaram dele.

"O momento mais incrível de sua vida é quando você descobre que é possível adequar sua aparência física ao gênero com o qual se identifica. Aí você mergulha de cabeça. Só depois pensa sobre como será no emprego, na escola, na família", afirma.

Em dado momento durante a transição, Raul percebeu que sua presença na empresa passou a ser incômoda. "Minha aparência não coincidia com meu nome, mas não queriam respeitar o nome que tinha escolhido. Não queria mais usar o banheiro de antes, mas não tinha jeito. Não entendia nada de direitos naquela época", relembra.
Rede de apoio

Entre agosto e outubro, um grupo de professores voluntários se organizou aos sábados na casa de Adriana, uma das fundadoras do cursinho, para oferecer as aulas.Bruno Figueiredo/Área de Serviço
No segundo ano do projeto, aulas foram ampliadas para todos os dias, das 19h às 22h; parceria com Estado viabilizou espaço e alimentação

Nathan conta que a experiência foi completamente distinta. "Na primeira aula de química, com um farmacêutico, quase demos aula para ele perguntando tudo sobre hormônios. Não tinha piada transfóbica. Era um ambiente receptivo, em que discutíamos assuntos que antes eu não podia conversar com ninguém."

Só depois de descobrir que poderia se inscrever no Enem com seu nome social, Raul se deixou convencer por uma amiga a fazer a prova.

Em 2015, ele esteve entre as 278 pessoas no Brasil que tiveram a solicitação para uso do nome social aceita. Neste ano, esse número cresceu 46%.

A importância do uso do nome social para pessoas transsexuais é tão grande que no primeiro semestre do ano passado Raul havia desistido de enfrentar qualquer situação em que seu nome de registro fosse mencionado.

Ele não conseguia mais passar por constrangimentos pelo fato de seu nome não condizer com sua fisionomia, e por isso deixou de ir a consultas médicas ou procurar trabalho.

Ele diz que se considerava morto socialmente no momento em que conheceu o Transenem. "Quando olhava no espelho, via a imagem que sempre quis ter na vida, mas me sentia péssimo. Vivia com minha mãe e não fazia nada, porque não tinha coragem de sair de casa para buscar serviço."
Bruno Figueiredo/Área de Serviço
Raul havia desistido de enfrentar qualquer situação em que seu nome de registro fosse mencionado; experiência em cursinho foi 'transformadora', diz

Quase 20 anos após abandonar a escola, ele ainda se considerava incapaz por não ter absorvido conteúdos de uma educação que supostamente era acessível a todos.

A experiência no projeto, segundo ele, foi transformadora.

"Minha autoestima aumentava quando professores do Transenem explicavam as matérias e eu entendia. Eu percebia que não era burro. Isso nunca aconteceria num cursinho tradicional, onde teria o problema de me expor. Professores de cursinho tradicional têm que fazer comédia para alunos prestarem atenção, e fazem piadas com pessoas trans."

As questões do exame de 2015 caíram como um presente para Raul. "A primeira questão foi sobre Simone de Beauvoir (um dos nomes mais importantes do feminismo). Fiquei tão feliz que tive náuseas com medo de errar. O tema da redação era violência contra a mulher. Se não fosse bem naquele tema, em qual tema iria?" relembra.
Transformando realidades

Neste ano, o segundo do projeto, as aulas foram ampliadas para todos os dias, das 19h às 22h. Por meio de parceria com a Secretaria de Estado de Educação, o grupo conseguiu uma sala de aula numa escola estadual, e oferece lanche aos alunos e alunas.

Os integrantes também se organizam para participar de eventos em que possam arrecadar verba para custear passagens e material escolar para interessados e interessadas.

A atuação do coletivo também vai além dos limites da sala de aula.

Affonso Novaes, 32 anos, professor de Geografia, conta que o grupo se mobiliza para participar de seminários, ir a peças de teatro e a eventos que abordem o empoderamento das pessoas trans.
Bruno Figueiredo/Área de Serviço
Professor voluntário do Transenem, Affonso Novaes diz que a ação do grupo inclui participação em atividades extraclasse que tratam do empoderamento das pessoas trans

"As aulas não são centradas apenas no conteúdo do vestibular. Falamos de empoderamento, de ocupação urbana. Precisamos ser uma estrutura de apoio para alunos que já estão estudando, porque ali é um espaço em que você vive plenamente. Fora dali, o pau quebra", explica.

Questionados se percebiam algum aspecto negativo em frequentar um cursinho que não é aberto a qualquer pessoa, os participantes não citaram problemas.

Nathan foi aprovado na PUC-MG, mas após a matrícula soube que seu nome social só seria aceito na lista de chamada, e não no sistema online e em outros documentos acadêmicos.

"Se enviasse uma mensagem virtual a um professor, teria que explicar quem era e isso seria um constrangimento. Fiquei uma semana e saí", conta.Bruno Figueiredo/Área de Serviço
Após aprovação no Enem, Nathan teve que lutar para ter seu nome social aceito em todas as atividades da faculdade: 'Se enviasse uma mensagem virtual a um professor, teria que explicar quem era e isso seria um constrangimento'

Para fazer a inscrição no Cefet, teve ajuda de Ana Isabel, uma das fundadoras do Transenem e que trabalha como assistente social na instituição. Assim, não teve problemas, e agora planeja ajudar os próximos alunos. "Quero abrir caminho para outras pessoas terem o mesmo respeito que eu tive."

Além do nome, a aparência física ainda é motivo de discriminação na universidade. Na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, não é diferente.

"Sei que não tenho problemas aqui porque mudei minha aparência física perfeitamente como que dizem que deve ser feito. Existem pessoas trans aqui que os outros sabem que são trans por motivos físicos e elas sofrem preconceito. Tenho dificuldade em incentivar as pessoas a virem para cá porque sei que podem sofrer", conta Raul.

Ainda assim, Keia, 51, e Michelle, 42, alunas do Transenem em 2016, estão determinadas a vencer todos os obstáculos, e veem os alunos e alunas do ano passado como inspiração.
Bruno Figueiredo/Área de Serviço
Alunas da turna 2016 do Transenem: inspiração nos participantes aprovados no ano anterior

"Ano passado as aulas eram só aos sábados e mesmo assim eles conseguiram passar com uma nota excelente. Se eles conseguiram, com certeza a gente também vai conseguir", afirma Keia.

A experiência de Raul e Nathan revela que, para uma pessoa transsexual, acessar o ensino superior tem uma importância simbólica que extrapola a relevância do diploma acadêmico.

Para Raul, é nesse ponto que o Transenem está transformando a realidade. "Só ter passado por essa experiência prova que qualquer pessoa trans pode estar nesse lugar. Sei que se sair daqui hoje essa história minha de um semestre e meio já conta."Bruno Figueiredo/Área de Serviço
Após trabalhar como cabeleireira por 32 anos, Kéia Brandão decidiu, aos 51 anos, procurar o Transenem para entrar na universidade

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Inscrição para Mulheres Flix


Cadastre seus trabalhos!

Filmes, documentários, séries, propagandas, vídeo clipe, podcast, web séries, músicas, livros, artigos científicos, a plataforma irá aceitar as obras que foram produzidas ou escritas ou dirigidas ou protagonizadas por MULHERES. 

Para que seu material entre para o acervo do site é necessário que você possua o link deste material. Não iremos nos apropriar de seu conteúdo, portanto você deverá ter um link próprio na internet. Estando disponível o material online + o preenchimento deste formulário iremos divulgar seu material no acervo do site Mulheres Audiovisual.

Dúvidas entre em contato pelo email: mulheresaudiovisualbrasil@gmail.com

Se não for enviar nenhum material para o acervo e quer receber informações sobre o lançamento do canal, utilize este link https://goo.gl/DDEHiR .E através dele cadastre seu email.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Festival celebra mulheres negras com atividades culturais

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, Negra Latino Americana e Caribenha, no dia 25 de julho, o Centro Cultural da Juventude realiza uma semana de atividades culturais gratuitas! O objetivo é reunir público para celebrar e conhecer a luta, produção intelectual e artística de mulheres negras.

O evento, intitulado Festival da Mulher Negra, Latino Americana e Caribenha, acontece entre os dias 26 e 30 do mês com feira de produtos afro, sessões de cinema, exposições, performance, rodas de conversa, experiências gastronômicas e muito mais. A entrada é Catraca Livre.

Neste ano, a homenageada é a ancestral africana Rainha Nzinga Mbandi Ngola, líder da resistência angolana contra a invasão portuguesa.

A feirinha conta com a presença de afroempreendoras como Kintê Acessórios, Aso Oge Arte em Tecido, Ina Livros, Atelie Casa Cleo, ATOA Cria, Cria Criôla, Artesanatos Abayomi, Isabel Cristina Nunes, Raiz Ubuntu, Agbara, Neide Salles - Roupas e Acessórios, Da Lama Studio, AnaZoe Produtos Artesanais e Renabe's Artes.

Confira a programação completa:

26/07 - Terça

19h| Cine Debate com o filme "As Mucamas" - Coletivo Nós, Madalenas
Centro de Referência e Promoção da Igualdade Racial - Travessa Fernão Martins Costa, 105 - Vila Maria Alta


17h| Abertura Exposição "Lélia Gonzales"
18h| Abertura Exposição Fotográfica "Mulheres Negras Cotidianamente" - Kátia Reis
18:30| Perfomance artística Eu, Ancestral, buscando.... com Rita Teles
19H| Roda de Conversa: Ancestralidade e Narrativas de Mulheres de Fé - Nega Duda, Paula Kristina Costa, Sandra Heraclia.
21| Poket Show: Thabata Luz
Centro Cultural da Juventude - Av. Deputado Emílio Carlos, 3641 - Cachoeirinha

27/07 - Quarta

14h| Estética Política e Poder - Personal Hair Yaisa Alves
18h| Performance Artística Ana Musidora
19h| Roda de Conversa: A Década Internacional dos Afro Descendentes - Rodney Jerico e Gabriela Valim

28/07 - Quinta

14h| Vivência Culinária Afro Latina - Laure
18h| Performance Kalunga - Ana Beatriz Almeida
19h| Roda de Conversa Mulheres Trans - Thais Azevedo (Centro de Referência e Defesa da Diversidade) e Danna Lisboa

29/07 - Sexta

14h| Oficina: Sagrado Feminino - Vijaia Prem
17h| Histórias da Ilha - Suzana Vieira, coletivo Negrxs, Dandara Gomes - GAPP, Dina Alvez - Luta Antimanicomial
18:30| Performance artística - Malu Avelar
19h| Roda de Conversa: Feminismo Negro - Djamila Ribeiro, Raquel do Sarau Elo da Corrente e Bergman de Paula
21h| Sarau Pretas Peri

30/07 - Sábado

10h| Feira de Afroempreendedoras
10h| Contação de Histórias - Luana Maria
12h| Desfile de Moda - Designer Maria do Carmo- "Estética da Mulher Negra"
14h| Roda de Conversa: Experiência das Mulheres Negras na Contemporaneidade - Jussara Martins e Maria Sylvia

18h| Sarau no Meio do Mundo e Sarau das Prê
Biblioteca José Mauro de Vasconcelos - Praça Comandante Eduardo de Oliveira, 100 - Parque Edu Chaves



Via Catraca Livre 

Brasileiras criam banco de bicicleta que vem com vibrador


Duas mulheres de Brasília decidiram unir a atividade física ao prazer: elas criaram uma bicicleta cujo banco vem com um vibrador. Isso mesmo que você leu. E dá até para controlar a velocidade dele - são sete ritmos diferentes.


Brunna Rosa é dona do sex shop FluidLab, e Gabriela é nutricionista e dona da marca de acessórios para bike Mala de Garupa. A criação delas tem um vibrador estilo bullet costurado entre as espumas do assento da bicicleta, e está sendo confeccionada pelas costureiras da cooperativa Maria Costura, que recebem a maior parte do lucro da dupla de inventoras.



Feministas, Brunna e Gabriela não descartam a importância da liberação da mulher na invenção do selim vibratório: “é empoderador pensar que só você sabe o que está acontecendo”, considerou Gabriela ao site Metrópoles. No fim, só precisa tomar um cuidado: pedalar com calma, para não acabar caindo da bicicleta na hora H.


Saiba mais sobre a bicicleta no Metrópoles.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Participe! Pesquisa para traçar perfil de usuárias do grupo Mulheres do Audiovisual

Mulheres do Audivisual é um Grupo no FB com mais de 7.300 participantes.

Um grupo sério que abre para discussão a representatividade feminina no audiovisual além de se lançarem no Grupo oportunidades de trabalho, ideias e outros compartilhamentos pertinentes a área. 

Agora o Grupo está recorrendo a uma pesquisa para levantar dados sobre as participantes e trazer informações importantes sobre o perfil sobre quem é a "mulher do audiovisual brasileiro" 

Para participar da Pesquisa e ter acesso as discussões, você precisa participar do Grupo 



-o intuito do grupo é discutir a mulher no mercado audiovisual, portanto as postagens devem se ater a isto, a temática feminista ou a oportunidades de trabalho.
- o grupo é para MULHERES APENAS ( cis/ trans)


terça-feira, 19 de julho de 2016

Brasileira de 17 anos cria embalagem sustentável que substitui o isopor


Numa tarde qualquer, enquanto ajudava sua mãe a guardar as compras do mercado, Sayuri Magnabosco se deu conta do tanto de embalagens feitas de isopor elas tinham levado pra casa. Foi então quando se questionou para onde iriam estas embalagens após seu descarte, e não ficou nada feliz quando descobriu a resposta.



O isopor leva no mínimo 100 anos para se decompor, podendo viver na natureza por até longos 300 anos. Sayuri não se conformou com esta situação, pensando no tanto de embalagens de isopor que cada um de nós descartamos diariamente, e no tempo que elas levariam para se desintegrar no meio ambiente.

E, no meio de uma aula na escola, veio a inspiração para mudar este cenário. Após um comentário do seu professor sobre como o bagaço da cana de açúcar é um problema para o meio ambiente, já que anualmente 200 mil toneladas são descartadas após a retirada do seu suco para geração de etanol, Sayuri pensou, “e se eu transformar este bagaço em embalagens sustentáveis?”.




Com informações da Gazeta do Povo 


Foto: Reprodução Facebook

Com 101 anos americana bate recorde mundial em corrida

Ida Keeling comemorou seus 101 anos em Maio deste ano e no mesmo mês ela também festejou um momento histórico.

A americana correu numa prova especial apenas para atletas com mais de 80 anos e embora tenha chegado por último ela correu 100 metros em um minuto, 17 segundos e 33 milésimos, marcado um novo recorde mundial para a idade entre as mulheres.

"Foi maravilhoso" disse Keeling ao traçar a linha de chegada. "Estou muito feliz em oferecer tudo isso a multidão, é um bom exemplo do que você pode fazer por si mesmo e agradeço a Deus todos os dias por minhas bênçãos" completou.

A ideosa, que cresceu no Harlem (Nova York), também detém o recorde americano para mulheres de 95 a 99 anos na corrida de 60 metros (29"86).

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Mãe vai comprar Barbie com filho e escreve carta para outra mãe que a olhava



Uma nos E.U.A, Maya Alderman levou seu filho para uma loja de supermercados, para comprar uma boneca Barbie. Com o dinheiro que seu filho havia economizado.

No Facebook, ela conta a história dizendo que estava nervosa por conta das preferências do filho, que amava brinquedos e roupas “para meninas”. Que estava tensa porque isso chamava a atenção de outras pessoas e também porque seu filho estava usando uma tiara pink na cabeça junto com seus chinelos do Batman.

“Fiquei tensa com os olhares e os pensamentos que as pessoas poderiam ter sobre ele”, escreveu Maya.

Ao entrar no corredor onde as Barbies ficavam, a mãe disse que o pânico dela foi embora quando viu a “felicidade na cara dele… com todo aquele corredor repleto de bonecas e muito glitter e cores pink e púrpura. Pura. E inocente. Felicidade”.

Mas o pânico voltou rapidamente quando ela notou uma família composta de quatro pessoas (mãe, pai e dois filhos) no mesmo corredor, só que vendo caminhões e bonecos de ação. Eles estavam entretidos com as compras, mas a mãe Maya só ficava pensando no que ela faria caso a família fizesse ou falasse algo ao ver o filho dela.

Ao escrever a carta para a outra mãe via Facebook, Maya fala: “Você provavelmente não percebeu que eu fiquei sem respirar quando nós nos aproximamos de sua família no corredor, imaginando qual seria minha reação caso você ou um de seus filhos apontassem e rissem. Mas eu vi você. Eu notei”.

A família notou que mãe e filho estavam comprando Barbie no mesmo corredor, mas a reação da mãe deixou Maya feliz. “Você olhou para o meu filho com aquela tiara linda e olhos azuis e voltou o olhar para mim”, escreveu.

“Nossos olhares se encontraram e você sorriu. E aí você olhou para os seus dois filhos que ficaram olhando para o meu e você sorriu para eles. E assim eles voltaram a comprar Hot Wheels e nós continuamos a procurar a melhor Barbie bailarina”.

Mãe ensina amor é amor para seus filhos. Seja como for 




*A foto é da postagem de Maya no FB


terça-feira, 24 de maio de 2016

Mudança no Blog

Mais informações sobre a mudança do Blog MNCS 

- O novo foco preza pela participação e interação das mulheres. Envie seu material (seja uma matéria,  release, algo sobre seu trabalho, uma dica, um artigo) para contatomulheresnocomando@gmail.com 

Este será analisado e publicado desde que esteja conectado com o público do Blog (nos mulheres). 

Caso seu material seja publicado, não há qualquer cobrança de valor para tal ( é gratuito )

- Apenas casos de divulgação comercial de empresas, marcas, produtos e etc são pagos. E divulgados como anúncio em formato Banner e quando exibido em formato de postagem (está conterá a informação de que se trata de uma publicação paga).

- As notícias antigas do Blog permaneceram. 

=D

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

MIS realiza exposição online sobre 'A mulher na Revolução de 32'


Gentem olha que suuuper dica bacana!!
Revelando o papel da mulher no momento em que o Estado se rebelava contra o governo de Getúlio Vargas, o Museu da Imagem e do Som (MIS) inaugura mais uma exposição virtual. A mostra "A mulher na Revolução de 32" reúne 32 imagens e áudios exclusivos do Acervo do MIS, e fica disponível gratuitamente online na plataforma Google Cultural Institute a partir do dia 12 de dezembro.
A exposição é a segunda que a instituição disponibiliza no Google Cultural Institute. São fotografias, arquivos de áudio e trocas de correspondências que relatam o dia a dia de voluntárias da Revolução. O objetivo do MIS é ampliar cada vez mais o acesso de todos ao acervo do museu.